Travelling Wilburys

Dezembro 21, 2009

Travelling Wilburys foi um conjunto formado, no final dos anos 80, por pesos-pesados da música que, nesta banda, não revelaram seus nomes verdadeiros para evitar problemas com as respectivas gravadoras.

A banda original, que gravou “Travelling Wilburys Vol.1″, foi formada pelos “cinco irmãos” Nelson Wilbury (George Harrison), Lefty Wilbury (Roy Orbison), Otis Wilbury (Jeff Lynne – Electric Light Orchestra), Charlie T. Wilbury Jr (Tom Petty) e Lucky Wilbury (Bob Dilan).

Segundo a wikipedia, esse álbum alcançou o posto número 79 da lista dos 100 melhores discos dos anos 1980 publicada pela Rolling Stone. Ainda segundo a wikipedia, o nome “Wilbury” foi um termo familiar utilizado por Harrison e Lynne durante as gravações. Em inglês “We’ll bury them in the mix” pode ser traduzido como “nós os enterramos na mistura”. No início, Harrison sugeriu o nome The Trembling Wilburys, mas posteriormente acabaram mudando para The Traveling Wilburys.

Apesar do falecimento de Orbison, em 1988, o grupo levou adiante mais um álbum – Travelling Wilburys Vol.3 – em que todos os músicos alteraram os pseudônimos. Se tornaram então Spike Wilbury (George Harrison), Clayton Wilbury (Jeff Lynne), Muddy Wilbury (Tom Petty) e Boo Wilbury (Bob Dilan).

Aqui, a música “Handle with care”, cuja gravação foi o mote para a formação dos Wilburys.

Loira intelectual

Dezembro 21, 2009

Costa Rica II

Dezembro 17, 2009

A Costa Rica é reconhecida por sua proteção ao meio-ambiente. De fato, cerca de 30% do território do país (as áreas verdes, no mapa abaixo) é protegido por meio de parques nacionais.

Andar pelo interior do país faz lembrar as poucas áreas ainda preservadas da mata atlântica do Brasil, como lá pelos lados da Rio-Santos – Parati, Angra, etc. Muito verde, animais silvestres e vida rural. É um país relativamente pobre, mas onde a desigualdade de renda nem se aproxima da do Brasil.

Infelizmente, não fui às praias, que dizem ser lindas. As do lado do Atlântico (ou do Mar do Caribe, como enfatizam eles), mais selvagens e naturais, preferidas pelos Europeus alternativos. As do lado do Pacífico, mais urbanizadas, são quase que território de norte-americanos. De um oceano a outro, cerca de 250km por estradas estreitas e sinuosas.

Aproveitando o tema do meio ambiente e vida natural, recebi um email muito interessante, com anúncios criativos em prol da causa.

Anuncio WWF

Anuncio WWF

"Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia". Essa é a mensagem que aparece na gigantesca nuvem preta presa ao cano de escape de um carro depois de passar o dia sendo inflada pela fumaça expelida pelo automóvel.

"A moda faz mais vítimas do que você pensa". Da Agência O&M, da Índia

Costa Rica

Dezembro 16, 2009

Coisa curiosa na Costa Rica é como as pessoas usam os endereços dos lugares. Ou melhor, como não usam. Não que as ruas e avenidas não tenham nome e numeração, o fato é que as pessoas simplesmente não os utilizam.

Os endereços são sempre fornecidos com base em alguma referência física – banco tal, shopping tal, posto de gasolina tal - e mais algumas indicações de distância com base nos pontos cardeais.

Então, fica super simples. Olha só o endereço da escola de inglês do panfleto:

425m a oeste em frente de Auto Acción, casa branca. Moleza!

Além das pessoas, os correios também não usam os endereços com ruas/avenidas e números. Ou seja, as cartas e correspondências (inclusive as de empresas – bancos, empresas de telefonia, etc) também vêm com essas “coordenadas” na frente.

Segundo eles, isso é devido à tradição da Costa Rica ser um país pequeno, com origem rural, em que as pessoas nunca utilizavam os endereços, mas sim as referências dos lugares. Só que eles não contavam com o crescimento das cidades. San José, por exemplo, tem um milhão de habitantes e ocupa uma área gigantesca…

… Los Mojarras!!!

Dezembro 12, 2009

Passei os últimos dez dias em um trabalho em San José – Costa Rica. O país é muito legal e interessante e … bem, isso é tema para outro post, pois quero voltar aos guatemaltecos dos Los Mojarras, banda que conheci por puro acaso.

Foi o seguinte: minha estadia em San José incluía um final de semana livre, e então fomos andar pelo centro da cidade no sábado, 04/Dez. Estávamos perdidos em nossas andanças até que demos de cara com um parque com um coreto no meio, onde estava escrito “Palacio da Musica”. De lá vinha um som que, a princípio, me pareceu surf music, mas não acreditei que pudesse ser.

Chegando mais perto, dei de cara com eles…

… e então o gordinho elemento-surpresa da banda mostrou suas credenciais…

… se misturou na multidão e deu uma de Daniel-San.

A banda tocou mais uma…

… e fez o biz com a clássica.

Gutim, tô começando a pensar que devíamos tocar punk surf music.

Já lá se vão uns anos dos lançamentos, mas ainda é clássico. A Urbanaque apresentou duas coletâneas de bandas do udigrudi brasileiro com o tema natal. Eu só fui ouvir falar de Macaco Bong a semana passada, mas eles já estavam lá, ótimos, e tem uma do Jumbo Elektro super bacana. Mas ponho para escutar duas que são bem o clima dessa série aberta pelo Guto e responsável pela nossa surpreendente conquista de um lugar ao sol na bloguesfera.

Sebastião Estiva (todo mundo conhece?) apresenta um espetáculo de música, “Feliz Natal Obina, Finatti e Joelma”, pena que a gravação é meio tosca:

Rockassetes nem existe mais, mas gravou uma versão bem legal de Merry Christmas do Ramones (wheres´s Rudolf, baby?):

E para quem gostou, as duas coletâneas em um arquivo  para dowload.

15 minutos de fama

Dezembro 7, 2009

O Rudim percebeu que nosso blog experimentou uma explosão de acessos no último mês, graças a esse post.

Matamos a charada: a procura no Google por imagens de “pai natal” tem retornado nosso blog na primeira página.

Já estamos em dezembro e a busca por imagens de “pai natal” deve aumentar. E como o algoritmo do Google que classifica os endereços considera a “relevância” (número de acessos), é provável que continuemos em evidência.

Não é uma grande ironia? Entre tantos posts legais, bem escritos, autorais, foi justo um insosso, com uma imagem chupada, replicada à exaustão que mostrou nosso blog para além de nós mesmos e dos amigos. E no momento em que o tudo pode mudar praticamente não muda!

Ironia em dose dupla: depois de detonar o natal em posts como esses, não é que o papai noel resolveu nos dar um presente?

Acho que a gente devia aproveitar nossos 15 minutos de fama pra tentar mudar o mundo ou ganhar algum dinheiro ou, pelo menos, tirar onda de fodão.

A continuación…

Dezembro 6, 2009

Bem, esse vocês vão ter de esperar um pouco para entender…

The Jordans

Novembro 28, 2009

Na sequência do post belo e preciso do Rudolf, mais The Jordans, que foi o que me impressionou de verdade no 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe.

Aqui, um momento maravilhoso deles naquele dia, 22 de novembro, de madrugada, no Music Hall (a gente estava lá, Rud, sensacional!).

Em seguida, a clássica Peter Gunn (que sempre vai me lembrar Blues Brothers), gravada em 1963.

The Jordans – Peter Gunn

Depois, outro clássico, Sunny, de uma fase em que The Jordans eram mais sopro que guitarra, lá por 1967. Guitarra combina melhor com eles, mas que versão sensacional! Conseguiu ficar melhor que Sônia, do Léo Jaime, que deve ser fã dos Jordans.

The Jordans – Sunny

E por falar em clássicos, Para Elisa, do Beethoven, em versão debochada.

The Jordans – Para Elisa

Desde o fim de semana passado, qualquer lista de melhores bandas do planeta, pra mim, inclui os caras.

Foi um final de semana de primeira grandeza no rock’n'roll belorizontino. O Nono Primeiro Campeonato Mineiro de Surf trouxe ótimas bandas de surf-music de todo o país e mostrou um pouco das bases e das tendências do gênero.

Dentre todas, gostei mesmo do Gustafi (Croácia) e do Ultraje a Rigor, na sexta-feira, e dos The Jordans e do Daddy-o-Grande (EUA) + The Dead Rocks, no sábado.

A Gustafi foi formada na Croácia em 1980 e já lançou sete discos. A banda mistura sons regionais com metais e elementos do ska, e o som é parecido com o do Gogol Bordelo e de outras bandas do leste europeu, sobre as quais comentamos aqui. Se bem que, em alguns momentos, parecia que estávamos em uma grande festa de São João, pois o som às vezes fica bem próximo de nossas músicas juninas…

O Ultraje a Rigor dispensa apresentações e maiores detalhes. Só queria dizer que, dentre as bandas dos anos 80 que ainda continuam na ativa (e que vi ultimamente nessas festas do Supra-Sumo), é a que mantém a pegada. O Ricardinho diz que o João Penca também, mas não os vi recentemente. Rock’n'roll de primeira!

The Jordans é simplesmente surpreendente. A banda foi formada em 1958 por Aladdin, Sival e Triguêis, no Tatuapé, em São Paulo, para tocar nos clubes do bairro e em programas de rádio da época do início do rock’n'roll no Brasil. Posteriormente conheceram outros músicos que vieram fazer parte do grupo: Mingo que morava atrás da biblioteca do bairro e Manito que exibia-se em shows das lojas Sangia em cima de “caminhões-palco”. Fico imaginando o que seria um caminhão-palco. Fato é que os caras têm mais de 60 anos e tocam muitíssimo bem (Gutim, achamos que você ia adorar o show!)

Se quiser conhecer mais, o Ricardinho achou essa pérola de link na Internet.

Por fim, já por volta das 4 da manhã de domingo, veio a pá de cal: Daddy-O-Grande, um dos guitarristas dos lendários Los Straitjackets – banda formada em Nashville – Tenessee, em 1988 - acompanhado pelos paulistas (São Carlos) do Dead Rocks, figurões do surf nacional.

Tocaram num calor senegalês e mandaram ver. O Marky Wildstone, que vem a ser o batera, tocava de terno… e eu achava que ele não suava. Pelo menos até ele virar de costas…

Parabéns pro Claudão Pilha e pra Cria Cultura! Foi bom pra cacete!