BH sem fumo
Novembro 1, 2009
Tenho acompanhado com grande curiosidade a tramitação, na Assembleia Legislativa, da lei que proíbe o fumo em locais fechados de MG. Não que eu fume, aliás, poucos de meus amigos fumam regularmente (acho que só você, né Ricardo?), e também acho que fumaça e comida não combinam, então, considero sensata a proibição em restaurantes.
Por outro lado, acho que fumaça e bebida foram feitos um pro outro. Então fico imaginando o que será dos inferninhos de BH sem a fumaça. Já pensaram no Velvet e n’A Obra sem o cigarro? Então, clique na enquete abaixo e deixe sua opinião.
Cinco shows (em BH) que me arrependo de ter perdido
Outubro 30, 2009
1) Kiss no mineirão em 1983

- Shout it out loud: Galo rules!!
Eu era um menino crescido e podia bem ter arrumado um primo para me levar. Ia gostar. O Paul Stanley com a camisa do Galo e a galera vai a loucura. Muitos e muitos anos depois, gosto do Kiss.
2) Legião no DCE em 1985
Vi o cartaz no Coltec, conhecia a banda e frequentava o DCE, perto da praça, antes de virar cinema. Eu poderia ter ido e garantido uma história para os meus netos. De todos os shows que eu perdi na vida, esse é aquele da máquina do tempo. Tenho quase certeza que foi em 85, mas pode ter sido no início de 86. Com certeza é de antes do lançamento do dois. Simplesmente não há informação sobre ele na rede.
3) Cure, no Mineirinho, em 1987

Quédê minha Gazz?
Um tanto de amigo meu foi, o Mineirinho era do lado do Coltec, eu adorava a banda. Simplesmente não há explicação para não ter ido. Foi aquela hepatite maldita? Será que eu passava por uma crise riponga?
4) Skank, no Braúnas, em 1992
É, queria mesmo ter ido nesse show, nem vem. É da época em que o primeiro disco deles ainda era independente e circulava entre os mauricinhos da Fafich. Gosto desse disco. Dizem que foi uma noite divertida, cheia de menina bonita e coisa e tal. Pode ter sido em 93, também não achei nada sobre ele.
5) Ramones, na Gameleira, em 1994
Eu adoro Ramones. Ramones vem a Beagá. Volto da faculdade, passo ao lado da Gameleira e não entro. Não mereço ser chamado de fã.
Hey, Hey, Hey!
Outubro 27, 2009
Mais uma pérola do T.Rex.
Noturnas 25-10-09
Outubro 25, 2009
1. Medo, muito medo. No post aí de baixo, pouco tempo atrás, eu celebrava meu “reencontro” com o Morrissey, e hoje fico sabendo que ele desmaiou no palco, durante um show. E não parece ter sido um desmaio qualquer, de cansaço ou coisa parecida. O cara já tinha cancelado shows este ano por causa de uma doença misteriosa.
2. E, pelo menos oficialmente, ele não usa drogas, não bebe, não fuma, não faz nem sexo. Eu sempre achei que saúde em excesso faz mal.
3. Apesar de tentar brincar com a situação, fico apreensivo. Eu não seria quem sou hoje se não fossem pessoas como Morrissey, Renato Russo, Cazuza e outros que já tinham até morrido quando eu era apenas um adolescente. Ele desmaia, eu também desmaio um pouco, como morri um pouco em 7 de julho de 1990 e em 11 de outubro de 1996.
4. Medo, muito medo.
5. Este post não é sobre chavões, como o de baixo. Mas esses sustos sempre me lembram que a vida é curta. Só é longa quando tudo vai mal; contrasenso humano, muito humano.
6. Mais curto ainda é o tempo de liberdade pra valer, ou quase. Até uma certa idade, a gente tem de dar satisfação pro pai, pra mãe e pra não sei quem mais. Depois de um certo momento, é a vez da mulher/marido, eventualmente filhos, talvez cachorros e plantas.
7. O intervalo entre um momento e outro é pequeno. E o pior é que nem sempre é bom. Geralmente, esse tanto de liberdade faz a gente beber demais, dormir de menos, criar confusão por nada…
8. Medo, muito medo.
Noturnas 08-10-09
Outubro 8, 2009
1. Quem desdenha quer comprar. (Oh! Como eu sou original!)
2. Eu, por exemplo, desdenho dos chavões mas às vezes adoro usá-los. E abusar deles. Quase um crime pra quem vive de escrever.
3. Se bem que tem pouca coisa mais repleta de chavões que o jornalismo. Se eu tivesse 20 anos, ia ser químico e fazer drogas ou bombas (ou ambas).
4. Todo esse nariz de cera (outro crime pra quem abraçou a profissão de jornalista – olha aí mais um chavão) é pra dizer que torci o nariz (outro…) na primeira audição de Years of Refusal, disco deste ano do Morrissey, que finalmente ouvi inteiro hoje, numa viagem de volta de Congonhas, a trabalho.
5. Congonhas nada tem a ver com tudo isto, embora os profetas do Aleijadinho, forçando a barra, sejam tipo um chavão. E deste eu não padeço, infelizmente. Fui a Congonhas pela primeira vez e continuo sem conhecer os profetas. Não deu tempo, nem teve jeito. Putz!
6. Como se vê, só sofro dos maus chavões (ou seriam chavãos? ou chavães? chavães é mais divertido).
7. Será um chavão um Chaves grande?
8. Fio da meada (de novo…), onde andarás?
9. Cá. É o Morrissey o fio da meada (…). Bom, eu fui o maior fã dos Smiths na América do Sul entre o fim dos 80’s e o início dos 90’s. Adorei o primeiro disco solo do Morrissey, enquanto ainda enxugava as lágrimas (…) pelo fim da banda, mas depois impliquei crescentemente com a carreira do rapaz, a ponto de não conhecer alguns álbuns que ele gravou.
10. E hoje eu tentava gostar do tal Years of Refusal e não conseguia, na van que me trazia de Congonhas (há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa… não, não vou fazer esse trocadilho infame).
11. Não haveria trocadilhos não fossem os chavões (ou seriam aquelas opções lá de cima?).
12. Aí, numa “van” filosofia, decidi que Morrissey estava acabado. E o disco novo tem até uma música que se encaixa perfeitamente na minha constatação de então: You Were Good in Your Time. E foi nessa linda canção, exatamente, que comecei a mudar de ideia.
13. Agora, poucas horas depois, estou amando o disco (quem desdenha…). E já tenho até minha faixa favorita (MP3 tem faixa?): One Day Goodbye Will Be Farewell.
14. Johnny Marr vai fazer falta sempre ao Morrissey, mas quando letra e música se encaixam, nem dá tanta saudade dos Smiths. É o caso da canção citada. Ouve aí e me diz se não estou certo (outro chavão, e acho que todos vão dizer que estou errado).
Morrissey – One Day Goodbye Will Be Farewell
15. Não importa. O cara consegue escrever “And when I die, I want to go to hell” (não vou dizer que é o melhor verso de todos os tempos da última semana porque é tipo um chavão e eu não gosto dos Titãs).
16. Se eu ainda tivesse 20 anos, também quereria ir pra lá com ele. Agora, me daria por satisfeito (…) em ouvi-lo da minha nuvenzinha no céu. Sinal dos tempos (só pra fechar…).
Mais do mesmo…
Outubro 7, 2009
O ótimo post do Lobão aqui embaixo me apresentou ”I dont want to grow up“, versão Tom Waits. Nunca passaria pela minha cabeça que ele poderia tê-la gravado e muito menos ter feito esse clipe bacana.
Ramones waits
Setembro 19, 2009
Houve um tempo em que eu era muito feliz com a minha fitinha k7 do Tom Waits. Era uma época de reverência pelo Rain Dogs, mas eu tinha uma dos primeiros anos, muito menos muderna, trazida de uma feliz viagem a Disney. (Eu e meu Voyage azul oceânico voltando para casa pelas madrugadas de BH ouvindo the heart of saturday night com os amigos, comigo até hoje nesse blog. ) Engraçado que nessa mesma viagem eu voltei com uma fita do Ramones (o primeiro, de 76) e custei para entender que Ramones e Tom Waits se entendiam de alguma forma. Já tinha o Ramones gravando Waits, mas só descobri o contrário outro dia. Confiram o diálogo.
… Jackie is a punk, Judy is a runt, they went down do the Mudd Club and they both got drunk…
Uma imagem, mil palavras?
Setembro 16, 2009
Rust never sleeps
Setembro 11, 2009
O álbum/filme Rust Never Sleeps de Neil Young e Crazy Horses completa 30 anos em 2009. Comemoremos a efeméride com essa singela homenagem, faiscada na web.
A clássica Hey hey, my my (Into the black):
E a versão da também canadesa (como Neil) The Saint Alvia Cartel para Thrasher:
Thrasher – The Saint Alvia Cartel
Lapinha – Tabuleiro
Setembro 3, 2009
Bem, já se vai quase um mês de nossa aventura pelas serras de Minas Gerais, mas ainda vale o post.
A saga dos seis amigos começou, a bem da verdade (sem contar o planejamento), quando o Soldado embarcou na rodoviária de BH com destino a Santana do Riacho e mandou um sms pra gente, relembrando o frio da barriga de anos atrás. Dia seguinte, partimos – Lobão, Toninho, Guto, Robertão e eu - com destino à Serra do Cipó.
Dormimos no Cipó e, no dia seguinte, pela manhã, conhecemos aquele que nos daria alegrias e tristezas: Lino ou Nilo, o homem auto-estima, caçador de marimbondos boxeadores e de cobras que pululam das pedras da trilha Lapinha-Tabuleiro. Um camarada engraçado pra cacete (mas com surpresinha desagradável – veja o final desse post), que foi contando inúmeras aventuras no trajeto de 1h30 até Santana do Riacho, e que percebeu, lá em Santana, que a camionete estava com pouco óleo. Na verdade, nenhum, pois ele tirou a vareta do motor e nem marca de óleo havia.
Então, parou em um mecânico conhecido e perguntou por óleo. Aí, o mecânico foi até sua “loja” e pegou uma garrafa PET de coca-cola com cerca de um litro de óleo dentro. Ao que Lino/Nilo perguntou “É novo?”… “Sim, claro que é novo!”, tirando o fato de que a garrafa estava destampada e suja pra diabo! Lino/Nilo não se convenceu e foi, com o Lobão, trocar o óleo da camionete noutro lugar.
Chegamos na Lapinha, resgatamos o Soldado lá no Braulio (o dono do camping), “pesamos e equalizamos” as mochilas, e partimos.
A figura abaixo resume nossas andanças, uma cor para cada dia.
DIA 1 – Trecho Vermelho
Logo depois do lago, ainda na Lapinha, a grande decisão: ir pela esquerda, contornando a serra, com subidas ingremes e descidas idem, ou pela direita, uma trilha mais tranquila. Depois de uma breve deliberação, decidimos (sem muito consenso) ir pela esquerda, com a promessa (furada) de que poderíamos voltar, se estivesse muito punk.
É claro que a subida foi punk e a descida idem:

Vencido o morrão, e com a ajuda do Juca, chegamos à casa abandonada e ficamos nos perguntando como é que o material de construção subiu aquele morro.

Seguindo em frente, fomos recompensados com uma bela vista da lagoa da Lapinha.

Daí em diante, iniciamos a descida para reencontrar a trilha. Depois de passar por muitos trechos de difícil acesso, conseguimos finalmente encontrar a trilha bem perto da casa da Ana Benta. Montamos acampamento e tomamos um curto e revigorante banho (a água estava gelada!).

Fomos presenteados com um céu de estrelas por cerca de 2h antes da lua cheia aparecer, linda, no céu. Rango no papinho, ronco na barraca. Resumo do dia: 12Km percorridos, 1,6Km/h de média.
Dia 2 – Trecho Amarelo
Acordamos e, depois de um bom café da manhã, partimos com direção à casa da D. Maria, passando pela Ana Benta. Descobrimos que estávamos a cerca de 300m do verdadeiro camping da Ana Benta, um lugar muito bonito, na curva do rio.

Logo depois, chegamos à casa da Ana Benta, uma senhora muito simpática que nos ofertou café com requeijão. Decidimos ficar um pouco mais leves, e deixamos com a D. Ana um pouco do peso desnecessário – macarrão, legumes e algumas latas de conserva.

Continuando na trilha, encontramos aquele que, segundo achamos, talvez, quem sabe, seja o Pico do Breu (não me pergunte se é o da esquerda ou o da direita…).

Chegamos à D. Maria por volta das 16h. Intitulamos o lugar de ”camping perfeito”.

Resumo do dia: 10Km percorridos; 2,4 km/h de velocidade média.
Dia 3 – Trecho(s) Roxo(s)
Fizemos esse dia em duas etapas. Na primeira, deixamos o camping por volta das 09h00 (sem o Soldado, que preferiu “ficar morgando”) e nos dirigimos para a cachoeira do Tabuleiro, onde chegamos por volta das 10h30.
Tenho duas observações a respeito dessa cachoeira: (1) se você for a Tabuleiro, não deixe de ir lá, mas dê a volta e chegue por cima da cachoeira; (2) se você tiver medo de altura, não vá lá de jeito nenhum.
Acho que a foto abaixo resume tudo. Ali, no caminho da água, depois daquela pedra, tem uma queda de quase 300m.

Voltamos à D. Maria para pegar as coisas, em mais 1h30 de caminhada. Então, foram outros 8km, morro abaixo, até chegar à pequena vila de Tabuleiro, às 16h, horário marcado com o Lino/Nilo para nos levar ao Cipó.
Resumo do terceiro dia: 20km de caminhada, sendo 8km na ida-e-volta à cachoeira, e 12km na descida até a vila de Tabuleiro.
Aí é que veio a surpresinha desagradável: ninguém veio nos buscar! Não havia Lino/Nilo e o celular dele estava desligado. Ou seja, NÃO CONFIEM NA BELA GERAES (www.belageraes.com.br), empresa que contratamos para esses traslados. Pode ser que vocês fiquem com o pires na mão. Fomos salvos pelo dono do Bar Rupestre, que pegou seu valente Toyota Bandeirante e nos levou até o Cipó.
Resumo da caminhada: sim, nós podemos! Foi demais e ano que vem tem mais!
Que tal 24 e 25/Julho ou 21 e 22/Agosto? Dias de lua cheia, sem dia dos Pais para atrapalhar…
