Som na Caixa 12
janeiro 6, 2012
Quando eu tinha 20 e poucos anos, que nem o pai do Fiuk, eu odiava festinhas anos 60, uma mistureba danada, que misturava anos 50 com 60 e até 70. Hoje, acho até bonito, o uso que as pessoas fazem da cultura pop é o uso que as pessoas fazem da cultura pop, e ponto final. Final, nada. Um dos alvos do meu ódio era Rock Around the Clock, principalmente os medleys (alguém ainda fala medley?) que a incluíam.
Agora, escrevendo sobre o assunto, passei a amar a música, a letra, a performance. Passei a imaginar o que era ouvir Rock Around the Clock em 1955, ano em que ela estourou (mas foi lançada em 1954). Devia ser algo maior que ouvir Sex Pistols em 1977 ou Nirvana em 1991. Haverá algo assim hoje ou o mundo vai mesmo acabar? Sei lá, enquanto não acaba, tentem ouvir pensando nisso. É uma experiência quase mágica. Ouvindo assim, comecei a achar sentido na guitarra e no sax que preenchem os espaços vazios. E na letra, que atualmente parece bobinha, mas na época devia soar dionisíaca.
No vídeo abaixo, uma versão meio tosca, mais roquenrou, da música pra lá de tocada. Tem até umas crianças dançando. E aqui uma entrevista sensacional na primeira passagem dele pelo Brasil, ainda no auge, em 1958 (hoje em dia, acho graça de mim mesmo e do resto dos fãs de rock do país da minha geração, que achávamos que o Brasil só tinha entrado na rota dos shows internacionais em 1985). O mais incrível é que ele tocou também em Belo Horizonte, até onde eu sei no auditório da Secretaria de Saúde, onde hoje é o Minascentro. Mas isto carece de apuração.
Ah, e eu continuo detestando os medleys, quaisquer que sejam.
janeiro 9, 2012 at 12:01 pm
Vou separar um medley para o dia 26!
fevereiro 1, 2012 at 5:44 pm
A entrevista na Record é mesmo sensacional.