Utilidade pública
Abril 16, 2009
Fiquei deveras sensibilizado com a situação do Ricardinho, em nosso último encontro, por ocasião da festa de aniversário da sempre gentil Mariana. Também precisei, em raríssimas ocasiões, envergar uma gravata, sem saber dar o nó. Eu pensava que esse conhecimento era reservado aos doutos e iniciados nas herméticas artes do Traje Social e do Passeio Completo, quando a internet veio em meu auxílio. E, assim como a máquina do mundo revelou-se inteira no poema do Drummond, também o segredo do nó de gravata desfez-se integralmente em todos os seus matizes, desde o singelo “small knot” até o imperial “prince albert”. Para maior ilustração de nossas existências, compartilho com vocês esse segredo.
Um momento floral
Janeiro 12, 2009
Não tenho a menor idéia de qual seria a sequência do tal draft do “quero dedicar…” e coisa tal. Minha memória não alcança outubro. Mas me lembro de novembro e de um draft que permanecia intocado. Diz apenas: homem rosa. Eu andava encucado com um povo que eu estava vendo de camisa ou gravata cor de rosa e pensava se, tipo, uma mudança de paradigma ocorria no mundo e, extraordináriamente, agora rosa estava na moda para homem. E mais, se estivesse, quem aqui teria coragem de sair por aí e, por exemplo, aparecer para a cerveja de quinta com uma camiseta bem rosinha e discutir as perspectivas da zaga do galo para este ano. Escrevi o rascunho para não esquecer o tema e depois achei que era muita boiolagem abrir uma discussão dessas no blog, além do mais sobre, bem, esse tópico específico. Mas tem uma camisa que é de macho de verdade: a estilo havaiana. Acho o máximo. Ela tipo expressa um Guilherme que eu gostaria ou poderia ter sido. Se o meu tio não tivesse quebrado minha prancha de surf no verão de 1985… Ou se eu nunca tivesse voltado de Jericoacoara… Ou se eu tivesse seguido a carreira como barman… Todas essas possibilidades resultariam em sua presença mais constante em meu guarda roupa. Mas eu só tinha uma, que foi usada pela primeira vez naquele churrasco comemorativo da laje da casa do Robertão. Vesti tão poucas vezes que ela ainda está na área. Um fracasso. Mas isso vai mudar, esse ano vai ser o ano da camisa havaiana. Já ganhei uma de Natal, linda. Bem, só compartilho esse momento floral com vocês por ter lido, hoje, um quadrinho, que me deixou tranquilo sobre o assunto. Ia traduzir profissionalmente, mas ainda estou na lição três do tutorial do photoshop e desisti. E tentei postar aqui, mas mesmo na maior resolução, é impossível de ler. Então convido todos a conferir na página original, clicando aqui.