Noturnas 25-10-09
Outubro 25, 2009
1. Medo, muito medo. No post aí de baixo, pouco tempo atrás, eu celebrava meu “reencontro” com o Morrissey, e hoje fico sabendo que ele desmaiou no palco, durante um show. E não parece ter sido um desmaio qualquer, de cansaço ou coisa parecida. O cara já tinha cancelado shows este ano por causa de uma doença misteriosa.
2. E, pelo menos oficialmente, ele não usa drogas, não bebe, não fuma, não faz nem sexo. Eu sempre achei que saúde em excesso faz mal.
3. Apesar de tentar brincar com a situação, fico apreensivo. Eu não seria quem sou hoje se não fossem pessoas como Morrissey, Renato Russo, Cazuza e outros que já tinham até morrido quando eu era apenas um adolescente. Ele desmaia, eu também desmaio um pouco, como morri um pouco em 7 de julho de 1990 e em 11 de outubro de 1996.
4. Medo, muito medo.
5. Este post não é sobre chavões, como o de baixo. Mas esses sustos sempre me lembram que a vida é curta. Só é longa quando tudo vai mal; contrasenso humano, muito humano.
6. Mais curto ainda é o tempo de liberdade pra valer, ou quase. Até uma certa idade, a gente tem de dar satisfação pro pai, pra mãe e pra não sei quem mais. Depois de um certo momento, é a vez da mulher/marido, eventualmente filhos, talvez cachorros e plantas.
7. O intervalo entre um momento e outro é pequeno. E o pior é que nem sempre é bom. Geralmente, esse tanto de liberdade faz a gente beber demais, dormir de menos, criar confusão por nada…
8. Medo, muito medo.
Noturnas 08-10-09
Outubro 8, 2009
1. Quem desdenha quer comprar. (Oh! Como eu sou original!)
2. Eu, por exemplo, desdenho dos chavões mas às vezes adoro usá-los. E abusar deles. Quase um crime pra quem vive de escrever.
3. Se bem que tem pouca coisa mais repleta de chavões que o jornalismo. Se eu tivesse 20 anos, ia ser químico e fazer drogas ou bombas (ou ambas).
4. Todo esse nariz de cera (outro crime pra quem abraçou a profissão de jornalista – olha aí mais um chavão) é pra dizer que torci o nariz (outro…) na primeira audição de Years of Refusal, disco deste ano do Morrissey, que finalmente ouvi inteiro hoje, numa viagem de volta de Congonhas, a trabalho.
5. Congonhas nada tem a ver com tudo isto, embora os profetas do Aleijadinho, forçando a barra, sejam tipo um chavão. E deste eu não padeço, infelizmente. Fui a Congonhas pela primeira vez e continuo sem conhecer os profetas. Não deu tempo, nem teve jeito. Putz!
6. Como se vê, só sofro dos maus chavões (ou seriam chavãos? ou chavães? chavães é mais divertido).
7. Será um chavão um Chaves grande?
8. Fio da meada (de novo…), onde andarás?
9. Cá. É o Morrissey o fio da meada (…). Bom, eu fui o maior fã dos Smiths na América do Sul entre o fim dos 80’s e o início dos 90’s. Adorei o primeiro disco solo do Morrissey, enquanto ainda enxugava as lágrimas (…) pelo fim da banda, mas depois impliquei crescentemente com a carreira do rapaz, a ponto de não conhecer alguns álbuns que ele gravou.
10. E hoje eu tentava gostar do tal Years of Refusal e não conseguia, na van que me trazia de Congonhas (há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa… não, não vou fazer esse trocadilho infame).
11. Não haveria trocadilhos não fossem os chavões (ou seriam aquelas opções lá de cima?).
12. Aí, numa “van” filosofia, decidi que Morrissey estava acabado. E o disco novo tem até uma música que se encaixa perfeitamente na minha constatação de então: You Were Good in Your Time. E foi nessa linda canção, exatamente, que comecei a mudar de ideia.
13. Agora, poucas horas depois, estou amando o disco (quem desdenha…). E já tenho até minha faixa favorita (MP3 tem faixa?): One Day Goodbye Will Be Farewell.
14. Johnny Marr vai fazer falta sempre ao Morrissey, mas quando letra e música se encaixam, nem dá tanta saudade dos Smiths. É o caso da canção citada. Ouve aí e me diz se não estou certo (outro chavão, e acho que todos vão dizer que estou errado).
Morrissey – One Day Goodbye Will Be Farewell
15. Não importa. O cara consegue escrever “And when I die, I want to go to hell” (não vou dizer que é o melhor verso de todos os tempos da última semana porque é tipo um chavão e eu não gosto dos Titãs).
16. Se eu ainda tivesse 20 anos, também quereria ir pra lá com ele. Agora, me daria por satisfeito (…) em ouvi-lo da minha nuvenzinha no céu. Sinal dos tempos (só pra fechar…).
Muita gente tensa e preocupada à minha volta, eu mesmo não estou lá muito bem, mas não posso esconder que, na minha lista de prioridades, está o que fazer com a barba. Costeletas?

COSTELETAS COM PERSONALIDADE
Menu d’amour
Junho 17, 2009

Lembrei-me do Millor: “Depois de bem combinado o preço, a gente deve sempre trabalhar por amor a arte”.
Desktop Tower Defense
Maio 31, 2009
Como disse o blog circuito integrado, se você tiver uma vida para viver e gostar de jogos de estratégia, não queira conhecer o Desktop Tower Defense.

Nó no neurônio…
Abril 28, 2009
Confesso que essa imagem – de uma apresentação que o Mofão me enviou – quase deu um nó em meus neurônios…

Utilidade pública
Abril 16, 2009
Fiquei deveras sensibilizado com a situação do Ricardinho, em nosso último encontro, por ocasião da festa de aniversário da sempre gentil Mariana. Também precisei, em raríssimas ocasiões, envergar uma gravata, sem saber dar o nó. Eu pensava que esse conhecimento era reservado aos doutos e iniciados nas herméticas artes do Traje Social e do Passeio Completo, quando a internet veio em meu auxílio. E, assim como a máquina do mundo revelou-se inteira no poema do Drummond, também o segredo do nó de gravata desfez-se integralmente em todos os seus matizes, desde o singelo “small knot” até o imperial “prince albert”. Para maior ilustração de nossas existências, compartilho com vocês esse segredo.
Vamos sair do barril azul
Abril 9, 2009
Essa história de mensagens subliminares na música ou em outras artes sempre me pareceu uma aconchambração tremenda, uma forçação de barra (caramba, dois cedilhas na mesma palavra??) que dá até vergonha. Olha só.
Os Engenheiros do Hawaii incluíram de propósito em uma de suas músicas, bem condizente com a ruindade da banda.
Tem outras que forçam a barra.
Raulzito, claro, não podia ficar de fora:
E tem umas engraçadas pra cacete.
Pior que karaokê do Pânico. E agora, o “grand finale”.
É isso aí… vamos sair do barril azul.
E aí Ricardo, conseguiu descobrir de quem era o post?
Páscoa III
Abril 9, 2009
Uma receitinha gostosa e muito simples de fazer…
Receita: Bacalhau com Cerveja
Ingredientes:
-Mulher,
-bacalhau,
-espinafre,
-azeite,
-alho,
-cebola,
-batatas,
-sal,
-cerveja.
Modo de preparo:
Ponha a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta.
Tome cerveja durante duas horas e depois peça para ser servido.
É uma delícia e praticamente não dá trabalho.
Bom apetite!
Páscoa
Abril 7, 2009
Ih moçada… esse ano não vai ter ovo… Mas pode rolar um churrasquinho!
