Ramones waits
Setembro 19, 2009
Houve um tempo em que eu era muito feliz com a minha fitinha k7 do Tom Waits. Era uma época de reverência pelo Rain Dogs, mas eu tinha uma dos primeiros anos, muito menos muderna, trazida de uma feliz viagem a Disney. (Eu e meu Voyage azul oceânico voltando para casa pelas madrugadas de BH ouvindo the heart of saturday night com os amigos, comigo até hoje nesse blog. ) Engraçado que nessa mesma viagem eu voltei com uma fita do Ramones (o primeiro, de 76) e custei para entender que Ramones e Tom Waits se entendiam de alguma forma. Já tinha o Ramones gravando Waits, mas só descobri o contrário outro dia. Confiram o diálogo.
… Jackie is a punk, Judy is a runt, they went down do the Mudd Club and they both got drunk…
Punk para correr
Julho 5, 2009
Sempre que procuro sugestões de trilhas para correr invariavelmente sou conduzido a listas de músicas eletrônicas. Com sorte, a um ou outro pop estilo maniac. Então montei uma playlist mais sintonizada com minhas raízes. É, tipo isso, punk de raiz. Tem Clash, Ramones, Sex Pistols, Buzzcoks e bandas influenciadas. Do The Jam, inspiração original, tirei o nome da coletânea: Running Underground. Dá uns três ou quatro quilômetros, dependendo do pique.
Fiz essa capa e os meninos acharam o máximo as letrinhas recortadas.
Menu d’amour
Junho 17, 2009

Lembrei-me do Millor: “Depois de bem combinado o preço, a gente deve sempre trabalhar por amor a arte”.
Piada velha é que faz risada boba
Junho 9, 2009
Sei que essa é velha, mas é ótima.

Utilidade pública
Abril 16, 2009
Fiquei deveras sensibilizado com a situação do Ricardinho, em nosso último encontro, por ocasião da festa de aniversário da sempre gentil Mariana. Também precisei, em raríssimas ocasiões, envergar uma gravata, sem saber dar o nó. Eu pensava que esse conhecimento era reservado aos doutos e iniciados nas herméticas artes do Traje Social e do Passeio Completo, quando a internet veio em meu auxílio. E, assim como a máquina do mundo revelou-se inteira no poema do Drummond, também o segredo do nó de gravata desfez-se integralmente em todos os seus matizes, desde o singelo “small knot” até o imperial “prince albert”. Para maior ilustração de nossas existências, compartilho com vocês esse segredo.
Páscoa III
Abril 9, 2009
Uma receitinha gostosa e muito simples de fazer…
Receita: Bacalhau com Cerveja
Ingredientes:
-Mulher,
-bacalhau,
-espinafre,
-azeite,
-alho,
-cebola,
-batatas,
-sal,
-cerveja.
Modo de preparo:
Ponha a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta.
Tome cerveja durante duas horas e depois peça para ser servido.
É uma delícia e praticamente não dá trabalho.
Bom apetite!
Páscoa II
Abril 7, 2009

Em cima do lance.
Cantores de Ébano
Abril 1, 2009

Os anjos de ébano cantam sob a batuta do mestre Nilo
Sou fã do Noriel Vilela, que o Rudolf resgatou recentemente neste ótimo post. Fui buscar sua raízes e descobri uma música fantástica, a do conjunto de Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano, que fez um sucesso danado nos 60. A banda de Nilo passeia entre o doop wop e o spirituals, sendo considerada por alguns os precursores do gospel nacional. Apesar da referência evidente dos grupos vocais americanos contemporâneos (The Clovers, The Coasters, The Platters etc.), o que Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano fizeram foi mpb, e da melhor qualidade. Os temas privilegiavam o folclore e a passarinhada e os arranjos preservaram as modinhas e toadas, tão nacionais. Mas a gente sente um certo estranhamento, pois há um quê de lúgubre, de melancólico, seja pelo andamento lento, seja pela onipresença dos tons graves, ou ainda por alguns detalhes, como o tecladinho “de igreja” em Dorinha (perfeito em sua economia, diga-se de passagem). Acho que se encaixa naquele conceito de “morbeza”, mistura de morbidade e beleza, criado por Macalé e Wali Salomão nos anos 70.
Surpreendentemente, Nilo e seu conjunto gravaram apenas dois discos, apesar de todo o sucesso que fizeram. O registro escasso é também uma característica de Noriel Vilela que, até onde eu sei, gravou também dois disco, dos quais o segundo, “Eis o ôme”, foi relançado em 2000.
Acho que agora entendi como foi que Noriel encontrou as dezesseis toneladas dos Platters no meio do seu terreiro.
– Dorinha
– Canção de ninar meu bem
– Uirapuru
Billy Idol
Março 4, 2009
Baixei uma coletânea do Billy Idol e… estou adorando. Meus amigos, remanescentes dos anos 80, duvido que uma dessas canções não faça pular a mola da nostalgia em seus corações adormecidos!
